Como a maioria dos voluntários, Margarida tem um história de vida muito interessante. Era empresária. Tinha uma indústria que produzia guarda-sóis, com 75 funcionários. Um dia descobriu que estava falida e cheia de dívidas. Para ela o mundo acabava ali. Veio uma depressão brava, vontade de desaparecer.
Foi quando uma amiga sugeriu que ela fosse conhecer o trabalho da ALIVI - uma casa de pacientes adultos com AIDS em fase terminal. "Quando vi o sofrimento daquela gente, percebi que eu não tinha depressão, tinha frescura. Aqueles doentes sabiam que iam morrer e não tinham depressão, continuavam lutando pela vida. Os menos doentes ajudavam aqueles em piores condições. Uma lição de humanidade", conta ela, lágrimas nos olhos.
Entrou de sola na ALIVI como voluntária, cozinhando e ajudando em tudo o mais. Com isso foi esquecendo seus problemas pessoais.

Maria Margarida de Mello
Presidente